João 4:15-30
A mulher pediu-lhe: «Senhor, dá-me então dessa água para eu nunca mais ter sede, nem precisar de vir buscar água a este poço.» Disse-lhe Jesus: «Vai chamar o teu marido e volta cá.» «Não tenho marido», disse ela. Jesus continuou: «Tens razão em dizer que não tens marido, porque já tiveste cinco e o que tens agora nem é teu marido. Disseste a verdade.» A mulher reconheceu então: «Senhor, estou a ver que és profeta! Os nossos antepassados samaritanos adoraram a Deus neste monte. Vocês dizem que só em Jerusalém é que se deve adorar a Deus.» «Acredita no que te digo, mulher!», declarou Jesus. «Chegou a hora em que não é neste monte nem em Jerusalém que hão de adorar o Pai. Os samaritanos adoram a Deus sem o conhecerem bem; nós os judeus, sabemos o que adoramos porque a salvação vem dos judeus . Porém, está a chegar a hora — e é agora mesmo — em que aquele que adora o Pai o há de adorar no Espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito e os que o adoram devem fazê-lo no Espírito e em verdade.» A mulher disse então a Jesus: «Sei que o Messias, isto é, o Cristo, há de vir. Quando ele vier há de anunciar-nos todas essas coisas.» Respondeu-lhe Jesus: «Tu estás a falar com ele. Sou eu mesmo.» Nessa altura, chegaram os discípulos de Jesus e ficaram admirados quando o viram a falar com uma mulher. Mas nenhum se atreveu a perguntar: «Que procuras?» Ou: «Por que estás a falar com ela?» A mulher então deixou o cântaro, foi à cidade e disse ao povo: «Venham ver um homem que me disse tudo o que eu fiz. Não será este o Messias?» Eles saíram da cidade e foram ter com Jesus.
Copyright © 1993, 2009 Sociedade Bíblica de Portugal
Comentário:
O interessante diálogo de Jesus com a mulher samaritana prossegue. Jesus, conhecedor de todas as coisas – até das mais íntimas (vs. 16-17) – também conhecia o coração sincero daquela mulher e a sua fé (vs. 20, 25, 29). E apresenta-Se como o Messias, enviado por Deus (v. 26). Jesus falou da verdadeira adoração, que não subentende um lugar especial onde deva ocorrer (seja Jerusalém ou o monte Gerizim – v. 21 – ou outro local que consideremos adequado), mas que apenas requer uma postura “em espírito e em verdade” – a adoração que agrada a Deus!
.