9 de setembro, 4ª. feira

Escrito em 09/09/2026
União Bíblica


Romanos 14:1-13

Não julgar os outros

Deem bom acolhimento àquele que é fraco na sua fé, sem discutir com ele sobre as suas opiniões. Assim, por exemplo, alguns creem que podem comer de tudo, enquanto outros, que têm uma fé mais fraca, só comem legumes. Ora aquele que come de tudo não deve desprezar o que deixa de comer certas coisas. E aquele que não come alguns alimentos não deve criticar o que come de tudo, pois também este é aceite por Deus. Quem és tu para julgares alguém que está ao serviço de outra pessoa? É o seu senhor que decide se ele vai vencer ou falhar. Mas há de vencer, porque o Senhor tem poder para isso.

Ou ainda: algumas pessoas pensam que certos dias são mais importantes do que outros, ao passo que outras pessoas consideram todos os dias iguais. Ora cada qual deve proceder conforme a sua convicção. Quem dá mais importância a certos dias faz isso para honrar o Senhor. Quem come de tudo, faz isso em honra do Senhor, pois dá graças a Deus. E quem não come, também faz isso em honra do Senhor e agradece-lhe igualmente.

Nenhum de nós vive para si mesmo nem morre para si mesmo. Se vivemos, é para o Senhor que vivemos; e se morremos, é para o Senhor que morremos: pois tanto na vida como na morte pertencemos ao Senhor. Com efeito, Cristo morreu e voltou a viver para ser o Senhor dos mortos e dos vivos. Sendo assim, por que julgas tu o teu irmão ou por que o desprezas? Temos todos de nos apresentar diante de Deus para sermos julgados por ele. Assim diz o Senhor na Escritura:

Eu vos garanto que todos hão de dobrar os joelhos diante de mim

e todos reconhecerão publicamente que eu sou Deus.

Portanto, cada um de nós terá de dar contas de si mesmo diante de Deus.

 

A BÍBLIA para todos, Tradução Interconfessional © Sociedade Bíblica de Portugal, 1993, 2009.

 

Amar acima das diferenças

Maturidade cristã é aprender a conviver com as diferenças sem deixar de caminhar em unidade. E é aí que o amor se torna visível.

A Bíblia deixa-nos uma orientação muito clara: “Aceitem o que é fraco na fé, sem discutir com ele sobre as suas opiniões.” (Romanos 14:1)

A Igreja deve ser um lugar onde encontramos abrigo, segurança e confiança, não um espaço onde temos medo de ser julgados ou condenados.

Ser um cristão maduro também é saber distinguir aquilo que é essencial na fé daquilo que são apenas preferências, tradições ou hábitos da nossa cultura de igreja. Nem tudo aquilo que fazemos da mesma maneira é um fundamento do Evangelho.

Por isso, em vez de estarmos sempre prontos para corrigir, criticar ou entrar em discussões, podemos escolher acolher, ouvir, ensinar e caminhar juntos.

A fé é uma caminhada. Ninguém chega pronto.

Cada pessoa está num momento diferente do seu crescimento com Deus. Primeiro aprendemos as bases, depois vamos crescendo, sendo transformados e permitindo que o Espírito Santo trabalhe em nós — cada um ao seu ritmo.

Quem acabou de chegar à fé está, muitas vezes, a tentar perceber onde pertence, quais são as suas bases, qual é o seu propósito no Reino e qual é o seu lugar na comunidade.

Esse momento precisa de acolhimento, discipulado, integração e amor. Não precisa de pressão, críticas ou pessoas a fazê-lo sentir que nunca é suficientemente bom.

Cristo junta pessoas diferentes: com histórias diferentes, culturas diferentes, personalidades diferentes e formas diferentes de ver algumas coisas. E, mesmo assim, chama-nos a viver em unidade.

Essa unidade não nasce de sermos todos iguais.
Nasce quando escolhemos amar e agir com humildade.

Nem todos têm o mesmo nível de maturidade espiritual. E tudo bem.

A verdadeira maturidade também se revela na paciência para caminhar com os outros, respeitando o tempo de crescimento de cada pessoa e evitando julgamentos rápidos.

Uma fé madura não está obcecada em ganhar discussões. Está focada em amar, servir e edificar.

Porque, no fim, talvez a pergunta não seja:
“Como posso provar que tenho razão?”

Mas sim:
“Como posso amar esta pessoa como Cristo a ama?”

É assim que uma comunidade cresce de forma saudável: quando deixamos de competir para ter razão e começamos a caminhar juntos, edificando-nos mutuamente e avançando no mesmo propósito — Cristo.

Desafio: esta semana, aproxima-te de alguém que pensa ou age de forma diferente de ti. Em vez de tentares corrigi-lo, procura ouvi-lo, compreendê-lo e servi-lo. Talvez descubras que amar também é uma forma poderosa de pregar o Evangelho.

Oração:
Senhor, dá-me maturidade para distinguir o essencial do secundário. Ensina-me a acolher quem está a crescer, a ter paciência com quem é diferente de mim e a escolher o amor em vez do julgamento. Que a minha vida ajude a construir unidade e não divisão. Amém.



.