Romanos 15:14-24
Missão confiada a Paulo
Meus irmãos, estou firmemente convencido de que estão cheios de bondade e têm bastantes conhecimentos para se aconselharem uns aos outros. Apesar disso, atrevi-me a escrever-vos sobre estes assuntos para os terem bem presentes. Faço isto por causa da missão que Deus me confiou, que é servir Jesus Cristo no meio dos não-judeus. Tenho a missão sacerdotal de anunciar a boa nova de Deus, para que os não-judeus sejam apresentados ao Senhor como oferta agradável e santificada pelo Espírito Santo.
Como crente em Jesus Cristo, tenho pois muita honra neste serviço a Deus. Pois eu não me atrevo a falar senão naquilo que Cristo fez por meio de mim para levar os não-judeus a aceitarem Deus. Isso realizou-se por palavras e obras, por sinais milagrosos e prodígios, com o poder do Espírito de Deus. É assim que tenho dado plenamente a conhecer a boa nova de Cristo, desde Jerusalém e por toda a parte até à região da Ilíria. Tive, entretanto, a preocupação de só anunciar a boa nova onde Cristo não era ainda conhecido, para não estar a construir sobre fundamentos alheios. Segui a Sagrada Escritura que diz:
Aqueles a quem não se tinha falado dele hão de ver
e aqueles que ainda não tinham ouvido falar dele hão de compreender.
Paulo pensa visitar os cristãos de Roma
Por isso tenho sido impedido muitas vezes de ir aí visitar-vos. Mas agora, que terminei o meu trabalho nestas regiões, espero ir ter convosco, como desde há muito desejava. Irei visitar-vos quando for a Espanha. Conto ir ver-vos nessa altura e ter o prazer de estar convosco.
A BÍBLIA para todos, Tradução Interconfessional © Sociedade Bíblica de Portugal, 1993, 2009.
Juntos na missão
Paulo deixa-nos uma ideia muito simples, mas que pode mudar completamente a forma como servimos a Deus: não fazemos a obra sozinhos.
O ministério nasce daquilo que Cristo faz através de nós. Não é sobre a nossa capacidade, os nossos talentos ou o quanto conseguimos fazer. É sobre dependermos d’Ele, reconhecendo com humildade que precisamos da Sua direção em cada passo.
Mas Paulo vai ainda mais longe. Ele reconhece a maturidade dos irmãos e lembra-lhes que são capazes de aconselhar e caminhar uns com os outros. Isto é importante: ter maturidade espiritual também significa saber ouvir, pedir conselho e aceitar que não temos todas as respostas.
Às vezes queremos resolver tudo sozinhos. Queremos controlar, decidir e avançar sem pedir ajuda. Mas o Reino de Deus não foi pensado para funcionar assim. Precisamos de Cristo e precisamos uns dos outros.
E há mais: o nosso serviço não depende apenas daquilo que sabemos fazer. É o Espírito de Deus que nos capacita. É Ele quem confirma a mensagem, transforma corações e abre portas que nós nunca conseguiríamos abrir.
Por isso, o desafio continua atual: sermos uma geração que serve com humildade, vive em unidade e leva o Evangelho a quem ainda não teve oportunidade de ouvir esta mensagem de esperança.
Não precisamos de competir, aparecer ou construir sobre aquilo que outros já fizeram. Precisamos de colaborar com Cristo e estar disponíveis para aquilo que Ele quer fazer através de nós.
Desafio: esta semana, procura alguém espiritualmente maduro e pergunta-lhe: “Há alguma coisa que Deus te está a mostrar sobre a minha vida ou o meu serviço?” Depois, fica disponível para ouvir.
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