1Ao diretor do coro. Salmo da coleção de David. 2Ditoso aquele que faz bem ao pobre; o Senhor o livrará no dia da desgraça. 3O Senhor o protegerá e lhe dará vida e felicidade na terra; e não o abandonará à mercê dos seus inimigos. 4O Senhor o ajudará, quando estiver doente, e lhe restituirá a saúde. 5Eu disse: «Senhor, tem compaixão de mim; cura-me, embora tenha pecado contra ti.» 6Os meus inimigos falam mal de mim e dizem: «Quando é que ele morre e o seu nome é esquecido?» 7Se me visitam, dizem coisas sem interesse, o seu coração está cheio de malícia. Mal saem à rua dão-na logo a conhecer. 8Todos os que me odeiam murmuram contra mim; pensam o pior de mim e dizem: 9«Ele tem uma doença má; que ele não se levante mais da cama.» 10Até o meu melhor amigo, em quem eu confiava, e que comia do meu pão, se voltou contra mim. 11Mas tu, Senhor, tem compaixão de mim; restaura-me a saúde, para eu lhes dar o pago. 12Se o meu inimigo não triunfar sobre mim, saberei então que tu me queres bem. 13Tu me ajudarás, porque vivo com sinceridade, e me farás viver sempre na tua presença. 14Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, agora e para sempre! Assim seja! Ámen!
Mais um salmo cuja autoria é atribuída ao rei David. Trata-se de uma oração individual, face a uma enfermidade grave. O doente é alvo de calúnias por parte dos seus inimigos (vs. 5-8) e aqui também, à semelhança do que lemos no Salmo 55, sofre pela traição de um amigo mais íntimo (v. 9). Mas a confiança do salmista está depositada no Deus Omnisciente e Omnipotente e, como tal, roga pelo Seu auxílio e livramento do mal que o atormenta (vs. 1-4, 10-11). E esta oração termina com belas palavras dirigidas ao Deus que sustém, está presente e é digno de louvor (vs. 12-13)!