20 de janeiro, 3ª. feira

Escrito em 20/01/2026
União Bíblica


João 2:13-25

Jesus no templo

(Mateus 21,12–13; Marcos 11,15–17; Lucas 19,45–46)

13Como se aproximava a festa da Páscoa dos judeus, Jesus foi a Jerusalém. 14No templo encontrou homens a vender bois, ovelhas, pombas, e os cambistas sentados às suas bancas. 15Ao ver isto, Jesus fez um chicote com umas cordas e expulsou do templo toda aquela gente com as ovelhas e os bois. Deitou por terra o dinheiro dos cambistas e virou-lhes as mesas. 16Depois disse aos que vendiam pombas: «Tirem tudo isto daqui! Não façam da casa de meu Pai uma casa de negócio!» 17Os seus discípulos lembraram-se das palavras da Sagrada Escritura: O zelo pela tua casa me consumirá18Então os chefes dos judeus perguntaram-lhe: «Que sinal nos mostras para poderes fazer isto?» 19Jesus respondeu: «Destruam este santuário e eu em três dias o hei de levantar.» 20E retorquiram-lhe: «Foram precisos quarenta e seis anos para construir este santuário e tu vens dizer-nos que o podes levantar em três dias?» 21Mas o santuário de que Jesus falava era o seu próprio corpo. 22Por isso, quando ele ressuscitou dos mortos, os seus discípulos lembraram-se do que tinha dito e acreditaram na Sagrada Escritura e nas suas palavras. 23Enquanto Jesus estava em Jerusalém, pela festa da Páscoa, muitos creram nele vendo os sinais que ele realizava. 24Mas Jesus não confiava neles porque os conhecia a todos. 25Não precisava que o informassem acerca das pessoas, porque sabia muito bem o que há dentro de cada um.

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A casa que importa

Imagina Jesus a entrar no templo — a Sua casa — e a ver tudo transformado num mercado. Dá para sentir a tristeza e a revolta. Não foi drama nem exagero quando Ele disse: “A minha casa será chamada casa de oração”. O problema é que aquele espaço, que devia aproximar pessoas de Deus, estava a afastá-las. Até os gentios, que ali iam para procurar Deus, ficaram sem lugar.

O zelo de Jesus nasce daqui: ninguém devia ser impedido de se ligar a Deus. Para Ele, a fé nunca foi só regras ou rituais, mas relação. Ele próprio mostrou isso ao caminhar lado a lado com os discípulos, todos os dias, a partilhar a vida, as dúvidas e os ensinamentos.

Curiosamente, os discípulos nem sempre perceberam tudo no momento. Só mais tarde é que algumas palavras de Jesus fizeram sentido. E isto acontece connosco também. Às vezes falamos, partilhamos algo de Deus, e parece que ninguém liga. Mas, num outro dia, noutra fase da vida, essas palavras voltam à memória de alguém — e fazem a diferença.

O nosso testemunho pode não ter impacto imediato, mas Deus usa-o no tempo certo. Por isso, vale a pena viver uma fé autêntica, sem vergonha, com coerência e amor.

Desafio: Hoje, pergunta a ti próprio: as minhas atitudes estão a aproximar ou a afastar alguém de Deus? Sê intencional numa conversa, num gesto ou numa mensagem.



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