24 de janeiro, sábado

Escrito em 24/01/2026
União Bíblica


João 4:1-14

Diálogo com uma mulher samaritana

1Jesus soube que os fariseus tinham ouvido dizer que ele fazia e batizava mais discípulos do que João. 2Na verdade não era Jesus quem batizava, mas sim os discípulos. 3Então deixou a Judeia e voltou para a Galileia. 4Na viagem, tinha de atravessar a Samaria. 5Chegou então a uma terra da Samaria que se chama Sicar, perto do terreno que o patriarca Jacob tinha dado a seu filho José. 6Era ali o lugar do poço de Jacob. Cansado da caminhada, Jesus sentou-se à beira do poço. Era por volta do meio-dia. 7Nisto, chegou uma mulher samaritana que ia tirar água ao poço e Jesus pediu-lhe de beber. 8Os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida. 9A mulher disse-lhe: «Mas como é que tu, um judeu, te atreves a pedir-me água a mim que sou samaritana?» De facto, os judeus não se davam bem com os samaritanos. 10«Se tu conhecesses o que Deus tem para dar», respondeu-lhe Jesus, «e quem é aquele que te está a pedir água, tu é que lhe pedirias e ele dava-te água viva.» 11Disse-lhe a mulher: «Nem sequer tens um balde e o poço é fundo! Donde é que tiras a água viva? 12O nosso antepassado Jacob deixou-nos este poço. Ele mesmo, os seus filhos e os seus rebanhos vinham aqui beber. Não me digas que és mais importante que Jacob.» 13«Quem bebe desta água», afirmou Jesus, «volta a ter sede, 14mas quem beber da água que eu lhe der, nunca mais há de ter sede, porque a água que eu lhe der torna-se dentro dessa pessoa numa fonte que lhe dá a vida eterna.»

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Sede que não passa

Jesus escolheu passar por Samaria — um caminho que muitos judeus evitavam. Não foi por acaso. Ele tinha um encontro marcado com uma mulher que carregava rótulos, rejeição e uma sede bem maior do que água. À beira da fonte de Jacó, Jesus faz algo inesperado: pede-lhe de beber. Um pedido simples… mas revolucionário. Ele quebra barreiras culturais, religiosas e até de género, como quem diz: “Eu vejo-te. Tu importas.”

A mulher fica confusa. Afinal, Ele era judeu — e judeus não falavam com samaritanos, muito menos com mulheres naquela condição. Mas Jesus vai mais fundo. Em vez de discutir diferenças, fala de água viva — algo que não se bebe com as mãos, mas com o coração. Ele aponta para uma vida que sacia de verdade, para o Espírito que transforma por dentro.

No início, ela não percebe. Vê Jesus apenas como “mais um”. E, honestamente, quantas vezes fazemos o mesmo? Procuramos preencher o vazio com coisas que prometem muito, mas secam rápido: validação, prazer, sucesso, distrações. Fontes bonitas por fora, mas vazias por dentro.

Com paciência, Jesus revela quem Ele é e o que tem para oferecer. E aquela mulher muda. Passa de curiosa a testemunha. Corre para a cidade e leva outros até Ele. Um encontro real com Jesus nunca fica só em nós — transborda.

Desafio: Onde tens tentado matar a tua sede ultimamente? Hoje, pára um pouco e fala com Jesus sobre isso. Ele continua a oferecer água viva — e ela ainda sacia para sempre.

Oração: Jesus, ajuda-me a reconhecer a minha sede e a procurar-te acima de tudo. Ensina-me a beber da Tua água viva e a viver uma fé que transborda para os outros. Amém.



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