18 de abril, sábado

Escrito em 18/04/2026
União Bíblica


 Josué 6:1-27

Plano para a conquista de Jericó

1As portas de Jericó estavam muito bem fechadas, por causa dos israelitas; ninguém podia entrar nem sair. 2Apesar disso, o Senhor disse a Josué: «Verás que te entreguei Jericó com o seu rei e os seus soldados.» 3E ordenou-lhe o seguinte: «Durante seis dias, tu e os teus soldados desfilem em volta da cidade uma vez por dia. 4À frente da arca da aliança, irão sete sacerdotes, cada um com uma trombeta de chifre de carneiro. No sétimo dia, darão sete voltas à cidade, enquanto os sacerdotes tocam as trombetas. 5Quando emitirem um som mais prolongado, o povo deve gritar com toda a força e então as muralhas da cidade cairão por terra. Imediatamente o povo entrará na cidade, cada um pelo caminho que lhe ficar em frente.» 6Josué, filho de Nun, chamou os sacerdotes e disse-lhes: «Peguem na arca do Senhor e sete de vós vão à frente da arca com trombetas de chifre de carneiro.» 7Depois disse ao povo: «Avancem e deem a volta à cidade e os guerreiros vão à frente da arca do Senhor.» 8Quando Josué acabou de falar, os sete sacerdotes puseram-se em marcha à frente da arca do Senhor, tocando as trombetas. 9Os guerreiros iam à frente dos sacerdotes que tocavam as trombetas. E o resto do exército atrás da arca. Durante toda a marcha, as trombetas não deixavam de tocar. 10Entretanto Josué tinha dado estas ordens ao povo: «Não gritem nem levantem a voz nem digam sequer uma palavra, antes de eu dar ordem para gritar. Só então é que gritarão com força.»

Marcha dos guerreiros em volta da cidade

11A arca do Senhor deu uma volta em torno da cidade e, depois, os israelitas voltaram para o acampamento, onde passaram a noite. 12No dia seguinte, Josué levantou-se cedo e os sacerdotes pegaram na arca do Senhor. 13Os sete sacerdotes que tocavam trombeta iam à frente da arca do Senhor. Adiante deles iam os guerreiros e o resto do exército seguia atrás da arca. Durante a marcha, as trombetas não deixavam de tocar. 14No segundo dia, deram novamente uma volta à cidade e regressaram ao acampamento. E fizeram a mesma coisa, durante seis dias. 15No sétimo dia, levantaram-se de madrugada e, na forma habitual, deram a volta à cidade, mas, nesse dia, deram a volta sete vezes. 16À sétima vez os sacerdotes emitiram um som de trombeta mais prolongado e Josué disse ao povo: «Gritem com força, porque o Senhor vai entregar-vos a cidade. 17A cidade, com tudo o que nela existe, está destinada à destruição total. Só será poupada a prostituta Raab e todos os que estiverem em casa dela, porque foi ela quem escondeu os espiões que nós mandámos. 18Mas livrem-se de ficar com alguma coisa daquilo que está destinado à destruição, pois, nesse caso, atrairiam a desgraça e a destruição para o acampamento de Israel. 19Tudo o que houver de prata, ouro, bronze ou ferro pertence ao Senhor. Irá para o seu tesouro.» 20Os sacerdotes tocaram as trombetas. E, logo que o povo ouviu o som prolongado, gritou com toda a força e as muralhas desabaram. Toda a gente entrou na cidade, cada um pelo lugar que tinha na sua frente, e a cidade foi conquistada. 21Destruíram tudo o que havia, matando à espada homens e mulheres, novos e velhos, e também os bois, as ovelhas e os jumentos.22Josué disse então aos dois homens que tinham ido como espiões: «Vão à casa da prostituta e façam-na vir, a ela e à família, como lhe prometeram.» 23Eles foram e trouxeram Raab com o pai, a mãe, os irmãos e o resto da família, com tudo o que lhe pertencia, e puseram-nos em segurança, fora do acampamento de Israel. 24Em seguida, lançaram fogo à cidade e queimaram tudo o que lá havia, com exceção da prata, do ouro, do bronze e do ferro, que entregaram no tesouro do Senhor. 25Entretanto Josué poupou a vida à prostituta Raab e a todos os seus familiares e poupou tudo o que lhe pertencia, por ela ter escondido os dois homens que tinham ido a Jericó como espiões. Os seus descendentes vivem ainda hoje entre os israelitas. 26Naquela ocasião, Josué fez a seguinte ameaça: «Maldito seja pelo Senhor quem tentar reconstruir a cidade de Jericó! Morra o filho mais velho a quem lhe lançar os alicerces e o mais novo a quem lhe levantar as portas!» 27O Senhor estava com Josué e a sua fama espalhou-se por todo o país.

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Derrubar Muralhas

O capítulo 6 do Livro de Josué conta uma das histórias mais marcantes da Bíblia: a queda de Jericó. Mas o mais estranho nesta história… é a estratégia. Durante seis dias, o povo apenas marcha à volta da cidade. Sem atacar. Sem lutar. Só a obedecer. No sétimo dia, fazem o mesmo — mas sete vezes — e, no final, gritam. E é nesse momento que algo impossível acontece: as muralhas caem. Isto não faz sentido à lógica humana. Nenhuma cidade fortificada cai com gritos.

Mas aqui está o ponto: não era sobre força, era sobre fé. Josué e o povo confiaram totalmente naquilo que Deus disse, mesmo sem perceberem como aquilo ia resultar. Eles obedeceram antes de ver o milagre — e foi essa obediência que abriu caminho para a intervenção de Deus. E há um detalhe importante: no meio da destruição, a casa de Raabe é poupada. Deus não esquece quem confia n’Ele, mesmo quando tudo à volta parece cair.

Hoje, as “muralhas” continuam a existir — só que não são de pedra.
São medos, inseguranças, vícios, pressões, dúvidas… coisas que parecem intransponíveis. E muitas vezes queremos derrubá-las à nossa maneira — com controlo, esforço ou soluções rápidas. Mas Deus continua a trabalhar da mesma forma: através da confiança e da obediência. Nem sempre vai fazer sentido. Nem sempre vai ser imediato. Mas quando seguimos a Sua direção, mesmo sem entender tudo, Ele faz o que nós nunca conseguiríamos fazer sozinhos.

Este texto mostra-nos que a verdadeira vitória não depende da nossa capacidade, mas da nossa disposição em confiar e obedecer. Deus não precisa da nossa força — Ele procura um coração que O leve a sério. Quando colocamos a nossa fé em ação, mesmo nas coisas simples, abrimos espaço para que o impossível aconteça.

Desafio: Qual é a “muralha” na tua vida neste momento? Em vez de tentares resolver tudo sozinho, pergunta: “Deus, o que queres que eu faça?” E depois… faz. Mesmo que não faça sentido.



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