1 Então, qual é a vantagem de ser judeu? Qual é o valor da circuncisão? 2 É grande, em muitos aspetos! Em primeiro lugar, foi a eles que Deus confiou a sua palavra e as suas promessas. 3 E se alguns deles não foram fiéis? Será que a falta de fé deles vai anular a fidelidade de Deus? 4 De modo nenhum! Deus é sempre verdadeiro, mesmo que todos os homens sejam mentirosos, como diz a Escritura: «As tuas palavras são justas e sairá vencedor quando te julgarem.» 5 Mas se a nossa maldade mostra ainda mais claramente a justiça de Deus, que havemos de dizer? Será que Deus é injusto ao castigar-nos? (Isto é como os homens costumam pensar.) 6 De modo nenhum! Se Deus fosse injusto, como poderia ele julgar o mundo? 7 Talvez alguém diga: «Se a minha mentira faz com que a verdade de Deus brilhe mais, aumentando a sua glória, porque é que eu ainda sou julgado como pecador?» 8 Então, por que não havemos de fazer o mal para que venha o bem? Alguns dizem, caluniosamente, que nós ensinamos isso. Mas a condenação dessas pessoas é justa.
É natural sentirmos orgulho nas nossas origens. A família onde crescemos, a cultura que herdámos e os valores que recebemos influenciam quem somos. Os judeus também se orgulhavam da sua identidade, porque Deus lhes tinha confiado a Sua Palavra, as promessas e a Lei.
Mas Paulo lembra-nos de uma verdade importante: ninguém conquista o favor de Deus apenas por pertencer a uma determinada família, igreja ou tradição religiosa. Ter crescido num ambiente cristão é uma bênção, mas não substitui uma relação pessoal com Deus.
Hoje acontece o mesmo. Podemos conhecer histórias bíblicas desde crianças, frequentar a igreja regularmente e até concordar com os valores cristãos. No entanto, a fé não se herda como um apelido. Cada pessoa precisa de tomar a sua própria decisão acerca de Jesus.
Deus não procura apenas pessoas religiosas; procura corações transformados. É por isso que Jesus disse a Nicodemos: "Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus" (João 3:3). O novo nascimento acontece quando reconhecemos a nossa necessidade de Deus e colocamos a nossa confiança em Cristo.
No final, a pergunta mais importante não é: "Em que família nasci?" ou "Que religião sigo?". A verdadeira questão é: "Tenho uma relação pessoal com Jesus?"
Desafio: Se alguém te perguntasse hoje porque és cristão, responderias "porque sempre fui" ou porque tiveste um encontro pessoal com Jesus? Pensa nisso.
Que nunca nos esqueçamos: Deus procura corações rendidos, não currículos religiosos.