9 Pois quê? Somos nós mais excelentes? De maneira nenhuma! Pois já dantes demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado, 10 como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. 11 Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus. 12 Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. 13 A sua garganta é um sepulcro aberto; com a língua tratam enganosamente; peçonha de áspides está debaixo de seus lábios; 14 cuja boca está cheia de maldição e amargura. 15 Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. 16 Em seus caminhos há destruição e miséria; 17 e não conheceram o caminho da paz. 18 Não há temor de Deus diante de seus olhos.
19 Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus. 20 Por isso, nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado.
Vivemos numa geração que procura soluções para tudo: ansiedade, vazio, insegurança, relacionamentos partidos, falta de propósito. Mas Paulo faz uma afirmação que continua a ser desconfortável hoje: o problema mais profundo da humanidade não está à nossa volta — está dentro de nós.
Quando lemos que "não há um justo, nem um sequer", percebemos que ninguém consegue apresentar-se diante de Deus com mérito próprio. Não importa a nacionalidade, a educação, a religião ou as boas ações. Todos falhamos e todos precisamos da graça de Deus.
O mais impressionante é que Paulo não fala apenas dos pecados que praticamos, mas da condição do nosso coração. Muitas vezes procuramos tudo e todos antes de procurarmos Deus. Corremos atrás de sucesso, aprovação, prazer ou distrações, enquanto ignoramos Aquele que nos criou.
Basta olhar para o mundo à nossa volta. Apesar dos avanços tecnológicos e científicos, continuamos a assistir a guerras, injustiças, violência, egoísmo e destruição. O problema não é apenas social ou político; é espiritual.
Por isso, antes de tentarmos mudar o mundo, precisamos de permitir que Deus transforme o nosso coração. Foi exatamente isso que David reconheceu quando escreveu o Salmo 51. Em vez de justificar os seus erros, admitiu-os diante de Deus e pediu: "Cria em mim um coração puro."
A boa notícia é que Deus não procura pessoas perfeitas. Procura pessoas sinceras, que reconhecem a sua necessidade d'Ele. Quando nos aproximamos de Deus com humildade, a Sua graça restaura, perdoa e transforma aquilo que nós nunca conseguiríamos mudar sozinhos.
Desafio: Hoje, tira cinco minutos em silêncio e faz uma pergunta honesta a Deus:
"Senhor, há alguma área da minha vida que eu tenho ignorado e que Tu queres transformar?"
Depois, escuta. Deus continua a falar aos corações que O procuram.