O Salmo apresenta uma imagem impressionante: vários reis unem-se para atacar Sião. Tudo indica que a cidade será derrotada. Quem vive lá deve ter sentido o coração a acelerar ao ver aqueles exércitos aproximarem-se. Mas acontece algo inesperado. Quando os reis contemplam a cidade onde Deus habita, ficam tomados de medo e fogem. Não são derrotados por um exército maior, mas pela presença do próprio Deus.
Esta passagem faz-nos pensar numa pergunta muito atual: o que é que controla as nossas decisões: a fé ou o medo?
Todos sentimos medo. Medo de falhar, de sermos rejeitados, de não corresponder às expectativas, de perder alguém, de enfrentar o futuro ou de dar um passo de fé. O problema não é sentir medo; o problema é deixar que ele decida por nós.
A Bíblia distingue dois tipos de temor. O temor de Deus é reconhecer quem Ele é, confiar na Sua autoridade e viver para Lhe agradar. Esse temor conduz à sabedoria, à paz e à coragem. Já o temor das pessoas leva-nos a viver dependentes da opinião dos outros, a esconder quem somos e, muitas vezes, a desistir daquilo que Deus nos chamou a fazer.
Quando Deus ocupa o primeiro lugar no nosso coração, o medo dos homens perde força. As circunstâncias podem continuar difíceis, mas a confiança deixa de estar nas nossas capacidades e passa a estar n'Aquele que nunca falha.
O medo faz-nos olhar para o tamanho do problema; a fé faz-nos olhar para o tamanho de Deus.
Desafio: Esta semana identifica um medo que tens deixado controlar as tuas decisões. Entrega-o a Deus em oração e dá um pequeno passo de fé, mesmo que sintas receio. Descobrirás que a coragem não é a ausência de medo, mas a decisão de confiar em Deus apesar dele.