14Já a festa ia a meio quando Jesus entrou no templo e começou a ensinar o povo. 15Os judeus estavam admirados com o seu ensino e perguntavam-se: «Como é que ele sabe tanto sem ter estudado?» 16Jesus respondeu-lhes: «A doutrina que eu ensino não é minha, mas daquele que me enviou. 17Se alguém estiver disposto a fazer aquilo que Deus quer, saberá julgar se a minha doutrina vem de Deus ou se falo só por mim. 18O que fala só por si, procura a sua própria glória, mas aquele que procura a glória de quem o enviou diz a verdade e não há falsidade nele. 19Não é verdade que Moisés vos deu a lei? Mas nenhum de vocês a cumpre. Por que me querem então matar?» 20O povo respondeu: «Estás possesso do Demónio! Quem é que te quer matar?» 21Jesus disse-lhes: «Curei um doente num sábado e ficaram admirados. 22No entanto, vocês fazem a cerimónia da circuncisão dos vossos filhos ao sábado, segundo a lei que Moisés vos deixou. Aliás, a lei da circuncisão não vem de Moisés, mas dos nossos antepassados. 23Pois bem, no dia de sábado podem circuncidar alguém, para que a Lei de Moisés não seja violada, por que é que se irritam contra mim por eu ter curado completamente um homem ao sábado? 24Não devem julgar segundo as aparências, mas segundo o que é justo.»
Às vezes, olhamos para alguém, para uma situação ou até para uma ideia e pensamos logo: “Já percebi tudo.” Mas será que percebemos mesmo?
Jesus também foi julgado pelas aparências. Para alguns, era apenas um homem bom. Para outros, era alguém completamente fora de si. Mas havia uma realidade muito maior: Jesus tinha sido enviado pelo Pai.
Isto mostra-nos uma coisa importante: aquilo que parece verdade nem sempre é verdade.
Vivemos num mundo cheio de opiniões, vídeos, influencers, notícias, comentários e ideias que parecem fazer sentido. O problema é que nem tudo o que parece certo é realmente certo.
Provérbios 14:12 diz:
“Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.”
Por isso, Deus não nos chama a viver apenas pelo “acho que sim” ou pelo “toda a gente faz”. Ele chama-nos a discernir.
E como podemos fazer isso?
Medindo aquilo que vemos, ouvimos e acreditamos pela Palavra de Deus. As nossas emoções podem mudar. As opiniões podem mudar. A cultura muda. As tendências mudam. Mas a Palavra de Deus permanece.
É por isso que acreditamos em Sola Scriptura: só as Escrituras como autoridade para conhecermos a verdade de Deus.
Isto não significa desligar o cérebro ou deixar de fazer perguntas. Pelo contrário! Significa aprender a pensar, questionar e escolher tendo Deus como referência.
Jesus disse que não devemos julgar apenas pelas aparências, mas com justiça. E o verdadeiro discernimento começa quando deixamos de perguntar apenas:
“O que me parece certo?”
e começamos a perguntar:
“O que é que Deus diz sobre isto?”
Talvez hoje exista alguma coisa na tua vida que parece certa, mas que nunca paraste para comparar com aquilo que Deus ensina.
Desafio: esta semana, antes de tomares uma decisão importante ou acreditares numa ideia, pára e pergunta: “O que é que a Bíblia diz sobre isto?”
Que Deus nos dê olhos para ver para além das aparências, sabedoria para discernir a verdade e coragem para viver de acordo com ela.
Senhor, ajuda-nos a não sermos enganados pelo que parece certo. Dá-nos discernimento, ensina-nos a conhecer a Tua Palavra e ajuda-nos a escolher sempre a verdade. Amém.