9 de maio, sábado

Escrito em 09/05/2026
União Bíblica


Apocalipse 9:1-21

1Então o quinto anjo tocou a sua trombeta. Vi uma estrela que tinha caído do céu sobre a terra e foi-lhe dada a chave do poço do abismo. 2A estrela abriu o poço e de lá de dentro saiu fumo, parecido com o de uma grande fornalha. O Sol e o ar escureceram por causa do fumo. 3E do fumo saíram gafanhotos que se espalharam pela terra e receberam um poder igual ao dos escorpiões. 4E deram-lhes ordem para não fazerem mal à erva, nem aos arbustos, nem às árvores, mas apenas às pessoas que não foram marcadas na fronte com o selo de Deus. 5Foi-lhes proibido matar essas pessoas. Apenas as podiam torturar durante cinco meses e a dor causada é como a da picada de um escorpião. 6Durante aquele tempo, as pessoas hão de procurar a morte, mas não conseguirão encontrá-la. Desejarão morrer, mas a morte há de fugir-lhes. 7Estes gafanhotos pareciam-se com cavalos dispostos para a batalha. Na cabeça traziam uma espécie de coroas de ouro e tinham rosto humano. 8Tinham cabelos compridos como os das mulheres e dentes como os dos leões. 9Tinham o peito coberto com uma espécie de couraça de ferro. O ruído das suas asas era parecido com o de carros puxados por muitos cavalos quando correm para a batalha. 10Tinham ainda caudas e ferrões de escorpião e com a cauda podiam fazer mal às pessoas durante cinco meses. 11O seu rei é o anjo do abismo que em hebraico é chamado Abadon e em grego Ápolion. 12Este primeiro castigo já passou mas hão de vir ainda mais dois. 13A seguir o sexto anjo tocou a trombeta. Ouvi uma voz que vinha dos quatro cantos do altar de ouro que se encontra diante de Deus. 14A voz disse ao sexto anjo que tinha a trombeta: «Põe em liberdade os quatro anjos que estão presos junto do grande rio Eufrates.» 15Os quatro anjos foram libertados para matar uma terça parte da Humanidade, numa determinada hora, dia, mês e ano. 16Ouvi dizer que o número dos seus soldados a cavalo era de duzentos milhões. 17Pude ver então como eram os cavalos e os cavaleiros. Os cavaleiros tinham couraças com a cor de fogo, de jacinto e de enxofre. As cabeças dos cavalos eram como cabeças de leão, e da boca dos cavalos saía fogo, fumo e enxofre. 18A terça parte da Humanidade foi morta por estas três coisas: o fogo, o fumo e o enxofre que saíam da boca dos cavalos. 19É que a força daqueles cavalos estava na boca e na cauda. A cauda era igual à das serpentes que têm cabeças, com as quais fazem mal às pessoas. 20Mas o resto da Humanidade, os que não foram mortos por estes castigos, não se arrependeram das obras das suas mãos, por continuarem a adorar os demónios e os ídolos de ouro, prata, bronze, pedra e de madeira, que não podem ver nem ouvir nem andar. 21Não se arrependeram dos seus homicídios, feitiçarias, imoralidades e roubos.

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Ecos do Juízo

O livro de Apocalipse não é propriamente uma leitura “leve”. Há imagens intensas, cenários assustadores e descrições que mexem connosco. Mas no meio de tudo isto existe uma mensagem muito clara: Deus continua a chamar a humanidade ao arrependimento.

As primeiras quatro trombetas foram avisos. Mas as seguintes — os famosos “ais” — mostram um nível ainda mais sério de juízo e sofrimento. A imagem da águia a anunciar estes acontecimentos cria quase uma sensação de urgência no céu: algo pesado está prestes a acontecer.

A quinta trombeta apresenta um cenário sombrio. Satanás, descrito como a estrela caída, recebe permissão para abrir o abismo e libertar tormento sobre aqueles que escolheram viver longe de Deus. O mais assustador nem é o sofrimento em si — é perceber que existem pessoas que continuam a rejeitar Deus mesmo depois de verem as consequências do pecado à sua frente.

Depois surge a sexta trombeta. Um enorme exército é libertado e a destruição aumenta drasticamente. Mas o texto faz questão de destacar algo ainda mais chocante: muitos sobrevivem… e mesmo assim não mudam. Continuam presos aos seus ídolos, às suas falsas seguranças e às obras das próprias mãos.

E sinceramente? Isto não é assim tão distante da nossa realidade. Hoje talvez não adoremos estátuas de ouro ou madeira, mas facilmente colocamos outras coisas no centro da nossa vida: dinheiro, imagem, ego, validação, prazer, redes sociais, relações ou até sucesso pessoal. Tudo aquilo que ocupa o lugar que pertence a Deus acaba por se tornar um ídolo.

O problema de um coração endurecido é que, aos poucos, deixa de ouvir a voz de Deus. Vai ignorando pequenos alertas, justificando escolhas erradas e normalizando aquilo que afasta da presença d’Ele. E é exatamente por isso que Hebreus deixa este aviso tão forte: “Se ouvirem hoje a voz de Deus, não endureçam o coração.”

Deus não avisa porque quer destruir. Ele avisa porque quer salvar. O juízo nunca aparece antes da oportunidade de arrependimento. A graça continua disponível hoje.

Desafio: Pára um pouco hoje e pergunta-te honestamente: “O que está a ocupar o lugar de Deus no meu coração?” Talvez seja tempo de largar aquilo que te afasta d’Ele e voltar a ouvir a Sua voz antes que o teu coração fique insensível.



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