9Que o vosso amor seja sincero. Detestem o mal e pratiquem o bem. 10Amem-se como irmãos e ponham os outros sempre em primeiro lugar. 11Trabalhem e não sejam preguiçosos. Sirvam o Senhor com dedicação e fervor. 12Sejam alegres na esperança que têm. Tenham coragem nos sofrimentos e nunca deixem a oração. 13Repartam com os crentes necessitados e recebam bem os que procuram hospitalidade. 14Peçam a Deus que abençoe aqueles que vos tratam mal. Peçam para eles bênçãos e não maldições. 15Alegrem-se com os que estão alegres e chorem com os que choram. 16Vivam em harmonia de sentimentos. Não procurem honrarias, mas aceitem as ocupações mais humildes. Não se envaideçam com aquilo que sabem. 17Não paguem o mal com o mal. Procurem antes fazer o bem diante de todos. 18Façam tudo o que for possível da vossa parte para viverem em paz com toda a gente. 19Meus caros irmãos, não façam justiça por vossas mãos. Deixem que seja Deus a castigar, pois diz o Senhor na Sagrada Escritura: A mim é que pertence castigar; eu é que darei a recompensa. 20E diz também: Se o teu inimigo tem fome, dá-lhe de comer e se tem sede dá-lhe de beber. Ao fazeres isso, farás com que a cara lhe arda de vergonha. 21Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem.
Que forma bonita de terminar este capítulo: lembrar-nos de que o amor sincero é uma das maiores marcas de quem segue Cristo.
Amar é fácil quando somos bem tratados. O verdadeiro desafio começa quando alguém nos magoa, nos desilude ou até nos deseja mal. É aí que a nossa fé deixa de ser apenas palavras e passa a ser vivida.
Deus foi o primeiro a mostrar-nos o que é amar de verdade. E, por isso, somos chamados a fazer o mesmo — até quando não nos apetece, até quando parece injusto e até quando sentimos que a outra pessoa não merece.
Isso não significa aceitar tudo, fingir que nada aconteceu ou permitir que alguém nos faça mal. Significa escolher não deixar que o ódio, o orgulho ou a vingança controlem o nosso coração.
A vingança, a ira e a justiça pertencem a Deus. Não precisamos de fazer justiça pelas nossas próprias mãos. Podemos entregar-Lhe aquilo que nos pesa e confiar que Ele vê aquilo que nós não conseguimos ver.
Por mais difícil que esteja a ser. Por mais injusta que uma situação pareça. Por mais feridos que estejamos, Deus continua a trabalhar e tem sempre algo maior preparado para aqueles que n’Ele confiam.
Amar quem nos ama é natural. Amar quem nos magoa é maturidade. Amar como Cristo nos amou é transformação.
É neste tipo de amor que o caráter de Deus se torna visível através de nós. E, muitas vezes, é muito mais pelo nosso testemunho do que pelas nossas palavras que alguém pode conhecer Cristo.
Desafio: há alguém que hoje tens dificuldade em amar? Em vez de responder com orgulho ou ressentimento, ora por essa pessoa. Pede a Deus que transforme primeiro o teu coração — e deixa que Ele cuide do resto.