24Os chefes dos judeus mandaram chamar outra vez o que tinha sido curado, e disseram-lhe: «Dá glória a Deus! Nós sabemos que esse homem é um pecador.» 25«Se é pecador ou não, isso não sei», respondeu ele. «O que sei dizer é que eu era cego e agora vejo.» 26Tornaram-lhe a perguntar: «Que é que ele te fez? Como é que te abriu os olhos?» 27«Já vos contei como foi, mas vocês não acreditaram em mim», respondeu ele. «Que mais querem ouvir? Será que também querem ser seus discípulos?»
28Ao ouvir isto, os fariseus insultaram-no: «Tu é que és discípulo desse homem! Nós somos discípulos de Moisés. 29Sabemos que Deus falou a Moisés; mas deste, nem sequer sabemos donde é.» 30Ele replicou: «Que coisa estranha! Não sabem donde ele é, mas a verdade é que ele me deu a vista. 31Ora nós sabemos que Deus não ouve os pecadores, mas escuta aqueles que o adoram e fazem a sua vontade. 32Desde que o mundo é mundo, nunca se ouviu dizer que alguém desse a vista a um cego de nascença. 33Se esse homem não viesse de Deus nada podia fazer.» 34Responderam, por fim, os fariseus: «Tu nasceste cheio de pecados e queres ensinar-nos?»
Querido amigo, como te sentes quando por um lado recebes as bênçãos de Deus, mas por outro tens o desprezo dos que te rodeiam? Certamente, tens que conciliar os sentimentos de alegria e tristeza. Foi o que aconteceu com este homem. Tinha acabado de ser curado, mas isso resultou na sua expulsão da sinagoga, e esse acontecimento podia trazer-lhe graves consequências religiosas e sociais. Os fariseus legalistas queriam a todo o custo que ele negasse tão grande graça que tinha atingido a sua vida, só que o v. 31 deixa bem claro quem é que, afinal, eram os pecadores.
Desafio: pensa no “segredo” para seres, realmente, atendido por Deus: temer (respeitar) e praticar a Sua vontade.